A vida sem Graça é igual uma piada sem graça

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O encon­tro de Jesus com a mulher sama­ri­ta­na é um retra­to do poder que a Gra­ça de Deus tem sobre aqueles(as) que pas­sam a des­fru­tá-la. Jesus é a expres­são mai­or do favor ime­re­ci­do de Deus, ou seja, Jesus é a encar­na­ção da Gra­ça. Por isso, seu cami­nhar, seu viver e todas as suas ações estão impreg­na­das do amor divi­no.

Todos(as) que se encon­tram com Jesus tomam cons­ci­ên­cia de que a Gra­ça de Deus está sobre suas vidas, e foi isso que acon­te­ceu com a mulher sama­ri­ta­na. Cada uma das ati­tu­des de Jesus sina­li­za­ram àque­la mulher sem pers­pec­ti­va nem espe­ran­ça o amor de Deus por sua vida. Quan­do Jesus fala com ela, Ele está dizen­do que, ape­sar das dife­ren­ças soci­ais que pode­ri­am blo­que­ar esse con­ta­to, ape­sar de ela ser uma mulher peca­do­ra, Ele valo­ri­za­va tan­to sua vida que “quem” ela era ou “como” ela esta­va fica­ram em segun­do pla­no.

Jesus foi fir­me, falou em tom exor­ta­ti­vo, mas, quan­do lhe escla­re­ceu que pode­ria saci­ar a sede de sua alma, ela logo sen­tiu que esta­va falan­do com alguém mui­to espe­ci­al, alguém que não tinha pre­con­cei­tos nem medo de ser jus­to e, aci­ma de tudo, alguém que expres­sou o amor de Deus por sua vida. Esse encon­tro cheio de Gra­ça trou­xe mui­tas mudan­ças para aque­la mulher, mas a mai­or delas foi que ela vol­tou a ter pers­pec­ti­va, espe­ran­ça; ela vol­tou a sonhar.

Uma pia­da tem uma fina­li­da­de bási­ca: diver­tir quem a ouve. Por isso, uma pia­da sem gra­ça per­de o sen­ti­do. Assim é com a vida quan­do ela não é des­fru­ta­da na pers­pec­ti­va da Gra­ça de Deus. Uma vida sem a Gra­ça é como a daque­la mulher sama­ri­ta­na que, mer­gu­lha­da no peca­do, sen­do víti­ma da exclu­são e do pre­con­cei­to, não tinha for­ças para sonhar ou dese­jar mudar sua rea­li­da­de. Mas, ao se encon­trar com o Deus vivo e cheio de Gra­ça, ela pas­sou a dese­jar algo mais, algo den­tro dela lhe dis­se que pre­ci­sa­va sair daque­la situ­a­ção. Por isso, ela ques­ti­o­nou Jesus sobre onde deve­ria ir ado­rar (Jo 4.20). Em outras pala­vras, ela dese­ja­va saber como pode­ria fazer a coi­sa cer­ta dali em dian­te.

Sim, a Gra­ça muda a nos­sa vida, ela pode nos dar a vida! Não à vida fora do Evan­ge­lho, não à vida sem a Gra­ça de Deus que nos aco­lhe, ampa­ra, cor­ri­ge, e sacia! O mun­do nos apre­sen­ta vári­os sinais de que está des­ti­tuí­do da Gra­ça; lite­ral­men­te, está em des­Gra­ça. Vive­mos em um con­tex­to de exclu­são, de indi­vi­du­a­lis­mo, de per­mis­si­vi­da­de e de esgo­ta­men­to da alma. A úni­ca for­ma de viver­mos – e não ape­nas sobre­vi­ver­mos – é per­mi­tin­do que a Gra­ça per­meie nos­sa cami­nha­da e dire­ci­o­ne nos­sos pas­sos. É na pers­pec­ti­va da Gra­ça que não só vive­mos mas tam­bém atu­a­mos con­tra todos os sinais de mor­te que nos cer­cam.

A lei veio para aumen­tar o mal. Mas, onde aumen­tou o peca­do, a gra­ça de Deus aumen­tou mui­to mais”
(Ro 5.20 – NTLH).

Pr Tiago Valentim

Do ami­go e pas­tor,
Pr. Tia­go Valen­tin

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