Integridade, caminho e destino

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Inte­gri­da­de Estru­tu­ral”, por Mark Yearwo­od (2010)

Esta­mos ini­ci­an­do hoje (4/2) um novo perío­do ecle­siás­ti­co, e o Colé­gio Epis­co­pal da Igre­ja Meto­dis­ta nos pro­põe a seguin­te temá­ti­ca para este tem­po: “Dis­cí­pu­los e dis­cí­pu­las nos cami­nhos da mis­são ser­vem com inte­gri­da­de”. O con­cei­to de inte­gri­da­de é a dire­triz cen­tral para a nos­sa deno­mi­na­ção e, con­se­quen­te­men­te, para a nos­sa igre­ja local.

Esse tema foi desen­vol­vi­do numa car­ta pas­to­ral publi­ca­da pelos bis­pos e bis­pas meto­dis­tas. Nes­se docu­men­to, somos con­vi­da­dos a refle­tir sobre o quan­to a ação da igre­ja tem sido legí­ti­ma nos locais em que ela está. Toman­do como base Mateus 6, os(as) bispos(as) nos indi­cam que, ain­da que a igre­ja atue com toda a exce­lên­cia pos­sí­vel em todas as suas fren­tes de tra­ba­lho, se esse tra­ba­lho não vier acom­pa­nha­do de inte­gri­da­de nos­so tes­te­mu­nho será vazio e inco­e­ren­te.

Inte­gri­da­de não pode ser con­fun­di­da com per­fei­ção, pelo con­trá­rio. Segun­do refle­xão da Bis­pa Hidei­de Bri­to Tor­res, pre­si­den­te da 8ª Região Ecle­siás­ti­ca, a base de uma vida ínte­gra está na capa­ci­da­de de se arre­pen­der; e só se arre­pen­de quem come­teu algum erro. Inte­gri­da­de tem a ver com ver­da­de, e não com ausên­cia de erro. Ao ser­mos ver­da­dei­ros com as pes­so­as, reco­nhe­ce­mos nos­sas limi­ta­ções e, se esse reco­nhe­ci­men­to vem acom­pa­nha­do de arre­pen­di­men­to, somos liber­tos e tra­ta­dos. O que o mun­do espe­ra da igre­ja é que ela seja capaz de fazer uma aná­li­se de sua cami­nha­da e, quan­do se equi­vo­car, que seja capaz de arre­pen­der-se. Não há nada mais cris­tão do que isso; não há nada mais coe­ren­te do que isso.

Inte­gri­da­de é a qua­li­da­de daqui­lo que é por intei­ro; somos ínte­gros quan­do nos apre­sen­ta­mos por intei­ro, quan­do reve­la­mos cora­jo­sa­men­te a face ocul­ta da nos­sa vida que ain­da pre­ci­sa ser con­ver­ti­da. Esta­mos em ano elei­to­ral e quem sabe este deva ser um dos prin­ci­pais que­si­tos para defi­nir nos­sos can­di­da­tos: homens e mulhe­res que sejam ínte­gros. Alguém pode pen­sar que encon­trar um polí­ti­co que fale a ver­da­de seja uma uto­pia, mas será que não é por ter­mos dei­xa­do de acre­di­tar em uto­pi­as que as coi­sas estão indo tão mal?

Inte­gri­da­de não é aqui­lo que está num docu­men­to escri­to por um bis­po; inte­gri­da­de não é com­pa­re­cer a um even­to na igre­ja; inte­gri­da­de não se alcan­ça com uma “ora­ção for­te”; inte­gri­da­de é, ao mes­mo tem­po, nos­so cami­nho e nos­so des­ti­no. Nos­so parâ­me­tro de inte­gri­da­de é Jesus, Ele é o nos­so alvo e é para Ele que cami­nha­mos. Mas é no cami­nho que somos tes­ta­dos, ten­ta­dos e pro­va­dos nas mais diver­sas áre­as da nos­sa vida e é nes­ses momen­tos que deve­mos esco­lher ser de Cris­to por intei­ro.

Que indi­vi­du­al­men­te pos­sa­mos bus­car viver uma vida ínte­gra, para assim poder­mos nos tor­nar uma comu­ni­da­de ínte­gra!

Con­cluo uti­li­zan­do o tre­cho final da car­ta pas­to­ral do Colé­gio Epis­co­pal: “A tare­fa do seu minis­té­rio é cla­ra para você. Quem é do lou­vor can­ta ou toca, minis­tran­do a ado­ra­ção a Deus. Quem é da ação soci­al defi­ne pro­je­tos, ações e even­tos para aju­dar pes­so­as nas mais diver­sas neces­si­da­des. Quem pre­ga diri­ge a Pala­vra de Deus de modo que o povo enten­da. Quem dan­ça traz a arte para levar as pes­so­as a uma expe­ri­ên­cia com Deus. Quem orna­men­ta o tem­plo uti­li­za-se da bele­za dos obje­tos e das cores para ensi­nar ao povo os tem­pos e as épo­cas litúr­gi­cas. Sua tare­fa e como exer­cê-la não são o pro­ble­ma cen­tral. Qual­quer cur­so, capa­ci­ta­ção ou even­to em sua igre­ja pode lhe dar as fer­ra­men­tas prá­ti­cas de que neces­si­ta para isso. Porém, a inte­gri­da­de é uma expe­ri­ên­cia que pre­ci­sa­mos ter com o Espí­ri­to San­to, para não ser­mos pegos(as) fazen­do as coi­sas ‘como os fari­seus hipó­cri­tas’”.

For­te abra­ço,

Pr Tiago Valentim

Tia­go Valen­tin, pas­tor

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