A coluna

Estudo anatômico de Leonardo da Vinci

Estu­do anatô­mi­co de Leo­nar­do da Vinci

Depois de um exer­cí­cio que fiz na aca­de­mia, come­cei a sen­tir dores em minha colu­na. Até para res­pi­rar doía. A colu­na ver­te­bral for­ma o eixo de sus­ten­ta­ção do nos­so cor­po. É um supor­te para man­ter nos­so tron­co numa pos­tu­ra ere­ta. Ela pos­si­bi­li­ta agi­li­da­de e movi­men­tos, atua pro­te­gen­do órgãos e vís­ce­ras e pro­mo­ve a absor­ção e dis­si­pa­ção de cho­ques mecânicos.

Os exer­cí­ci­os que faço são para tor­nar mais for­tes e resis­ten­tes os mús­cu­los que cir­cun­dam a colu­na, protegendo‑a de qual­quer trau­ma. Pelo canal ver­te­bral, bem no meio da colu­na, pas­sa a medu­la espi­nhal, que pre­ci­sa de total proteção.

Sim­bo­li­ca­men­te, para o povo egíp­cio, ganhar a res­sur­rei­ção depen­dia de se pre­ser­var intac­ta a colu­na ver­te­bral. Era esse o prin­ci­pal obje­ti­vo da mumi­fi­ca­ção dos corpos.

Um dos pri­mei­ros estu­di­o­sos e artis­tas a dese­nhar com per­fei­ção a colu­na ver­te­bral huma­na foi o gran­de Leo­nar­do da Vin­ci. Ele foi o pri­mei­ro a mos­trá-la com todas as suas 33 vér­te­bras. Outra men­ção à colu­na ver­te­bral foi fei­ta pelo poe­ta e dra­ma­tur­go fran­cês Vic­tor Hugo, ao des­cre­ver seu per­so­na­gem Qua­sí­mo­do no roman­ce O Cor­cun­da de Notre-Dame.

Em 2 Timó­teo 2:13, o após­to­lo Pau­lo diz: “Se somos fiéis, Ele [Cris­to] per­ma­ne­ce fiel, pois de manei­ra nenhu­ma pode negar-se a si mes­mo”. Essa é a nos­sa ver­da­dei­ra colu­na, a nos­sa ânco­ra. Mui­tas vezes cho­ra­mos e nos decep­ci­o­na­mos, mas a colu­na (Jesus) está lá, fir­me, pro­te­gen­do, guar­dan­do nos­sa vida e nos tra­zen­do o supor­te necessário.

A cada manhã, as mise­ri­cór­di­as do Senhor são reno­va­das, por­que Ele per­ma­ne­ce fiel (Lm 3:22–23). Essa colu­na nun­ca se des­gas­ta, não se cor­rói e jamais se quebra.

Diz o Senhor Deus em Apo­ca­lip­se 1:8: “Eu sou o Alfa e o Ôme­ga, aque­le que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso”.

Numa que­da, num aci­den­te ou mes­mo em razão do des­gas­te natu­ral cau­sa­do pelos anos, nos­sa colu­na pode sofrer danos. Mas a colu­na eter­na – Deus Pai, Deus Filho e Deus Espí­ri­to San­to – esta­rá sem­pre lá, fir­me em toda e qual­quer situ­a­ção, até o últi­mo dia… Até o nos­so dia final!

Ale­luia!!!

adriana_feitosa

Por Adri­a­na Feitosa, 
mem­bro da Igre­ja Meto­dis­ta em Itaberaba

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.